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17/02/2016

Pesquisadores criam rede 50 mil vezes mais rápida que a banda larga

A maior velocidade de transferência de dados entre um transmissor e um receptor, 1.125 terabits por segundo, usando tecnologia ótica, foi atingida por pesquisadores da University College, em Londres, Inglaterra.

A maior velocidade de transferência de dados entre um transmissor e um receptor, 1.125 terabits por segundo, usando tecnologia ótica, foi atingida por pesquisadores da University College, em Londres, Inglaterra. Esse valor é 50 mil vezes maior que a velocidade possível em um plano de Internet de 25 mega, velocidade considerada alta no Brasil.

É difícil ter a perspectiva do que uma conexão de 1 tera significaria. Em virtude disso, os cientistas responsáveis pelo projeto mensuraram, em um comunicado à imprensa, que os 1.125 terabits por segundo são suficientes para copiar todos os episódios já lançados de Game of Thrones, em resolução HD, em apenas um segundo.

Polina Bayvel, um dos cientistas responsáveis pelo experimento, comemorou o resultado e declarou que a pesquisa mostra “que conexões de terabits por segundo são possíveis na busca por capacidades cada vez maiores de transmissão de dados via fibra ótica”. Para os pesquisadores, esse primeiro passo abre espaço para o desenvolvimento de uma tecnologia que torne esse tipo de velocidade de conexão uma realidade no cotidiano.

O feito foi possível porque os pesquisadores aplicaram um sistema ótico para transferir a informação de um lado a outro do sistema. Usando 15 canais e uma série de técnicas de processamento, os dados foram divididos e modulados em diferentes frequências de luz para ocupar cada um desses canais.

Na outra ponta do sistema as 15 vias de informação foram fundidas no que os cientistas chamaram de super canal. Por fim, um receptor preparado para esse volume de informação recebeu o sinal e o transformou na informação originalmente transmitida.

O próximo desafio do estudo é desenvolver uma técnica que permita a transmissão a velocidades tão altas usando cabos óticos normais. Nesse cenário, os pesquisadores terão de enfrentar a perda de sinal que ocorre naturalmente nesse tipo de conexão. Como o estudo ainda está em fases iniciais, infelizmente, não há perspectivas de que esse tipo de tecnologia chegue ao usuário comum no curto e médio prazos.

Foto: Divulgação/Google Fiber

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